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MPB4
O MPB4 é um dos principais grupos vocais brasileiros. Em atividade desde 1964, o quarteto foi responsável pela criação e popularização da sigla MPB.
Inicialmente como um trio, passou a atuar como Quarteto do CPC (Centro Popular de Cultura da Universidade Federal Fluminense - filiado ao CPC da UNE) em 1963, com a seguinte formação: Ruy (1ª voz), Magro (2ª voz e direção musical), Aquiles (3ª voz) e Miltinho (4ª voz).
Em 1964, com a extinção dos CPCs, Magro e Miltinho, na época estudantes de Engenharia, batizaram o conjunto como MPB-4, o que provocou por parte de Sérgio Porto o comentário de que o nome do quarteto parecia "prefixo de trem da Central do Brasil". Por esse motivo, durante muito tempo, atribuiu-se ao jornalista a autoria do nome do grupo. Nesse mesmo ano, o grupo realizou sua primeira apresentação profissional, na Boate Petit Paris, em Niterói.
No ano seguinte Ruy, Magro, Aquiles e Miltinho, ainda estudantes, viajaram de férias para São Paulo onde conheceram, na Boate “Ela, Cravo & Canela”, Chico Buarque, as integrantes do Quarteto em Cy e Chico de Assis, que os apresentou a Manoel Carlos. O produtor do "Fino da Bossa", nessa oportunidade, convidou o grupo para apresentar-se no programa da TV Record, ao lado do Quarteto em Cy.
Em 1966, o MPB4 participou do II Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), classificando em 4º lugar a música "Canção de não cantar", de Sérgio Bittencourt.
Um ano depois, no III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), interpretaram as canções "Gabriela" (Maranhão) e "Roda-viva" (Chico Buarque), essa última com o autor. Ambas foram classificadas, respectivamente, em 6º e 3º lugares, com arranjos vocais de Magro. Também em 1967, classificaram as canções "O sim pelo não" (Alcivando Luz e Carlos Coqueijo) e "Cantiga" (Dori Caymmi e Nélson Motta) em 6º e 9º lugares, respectivamente, no II Festival Internacional da Canção (TV Globo).
Nas décadas de 70, 80 e 90 seguiram gravando compositores brasileiros e lançando LPs com frequência.
Em 2004, com a saída de Ruy Faria, Dalmo Medeiros passou a integrar o MPB4.
Em 2006, foi lançado o DVD "MPB4 40 Anos", com a participação de Chico Buarque, Milton Nascimento, Cauby Peixoto, Roberta Sá, entre outros artistas.
Em 2008, o grupo gravou, junto com Toquinho, o CD ao vivo “Toquinho e MPB4 - 40 anos de música” lançado também em DVD pela Biscoito Fino.
Em 2012, lançou o CD de boleros "Contigo aprendi", contendo versões para o português assinadas por Caetano Veloso, Abel Silva, Celso Viáfora, Paulo César Pinheiro, Vitor Ramil e outros. O disco contou com a participação de Toninho Horta, Quarteto Maogani, Trio Madeira Brasil e Duofel. Nesse mesmo ano, o grupo apresentou-se no projeto “MPB Búzios 2012”. No dia 8 de agosto de 2012, faleceu um de seus integrantes, Magro Waghabi, também responsável pelos arranjos vocais do grupo. Alguns dias depois, Miltinho, Aquiles e Dalmo homenagearam o amigo no primeiro show sem a presença dele, realizado no Espaço Cultural Eletrobras Furnas (RJ).
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